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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Bendito Sejam os Frutos!







Já me inundei nas águas refrescantes da melancia, 








                                                                                  
                                               já me amarelei do caroteno das abóboras...



do cheirinho mágico do manjericão,





da delicadeza dos tomatinhos cereja...
   
pimentão...
maxixe...
hortelanzinho...
maracujá...







                                                                            Alecrim, alecrim dourado


                                                                           Que nasceu no campo

                                                                           Sem ser semeado...




E até milho prás galinhas!

E por aí vai.

 Essa é a minha horta mandala dando os primeiros frutos.

Benditos sejam esses frutos que me dão saúde, exercício físico,


aula  prática para a paisagista inciante,

 muita média com os amigos que também participam desse banquete e até algum dinheiro com os excedentes.


E prá  falar que eu não  falei das flores...

É tudo orgânico...

É muito amor....

É muito suor...

É a magia da vida transformando alquimicamente o carbono, a água, a luz e o oxigênio em todas essas iguarias.



Participam dessa festa também os grilos, os pulgões, os percevejos, as formigas e milhões de outros bichinhos e bichanos que fazem parte da mandala da vida.



E aí a gente vai afagando a terra


Conhecendo  os desejos dela e descobrindo o seu cio , a estação propicia de fecundar o chão.

Obrigada Mãe Natureza por me deixar existir e participar desse paraíso!


Texto e fotos: Queila Levinstone


 













segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Horta Mandala

O termo Mandala vem do sânscrito que significa círculo. Tem todo um simbolismo que representa a temporalidade, a finitude e mudança e, ao mesmo tempo, a eternidade. É uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o cosmo.



No jardim, a horta mandala  é composta de canteiros concentricos que respeitam a agricultura ecológica. O princípio maior é copiar a natureza. Nela tudo é curvilíneo, arredondado e tudo é misturado. Essa coisa de canteiros retos de uma só espécie é criação do homem e sob o ponto de vista holístico, não deu certo.

                                                                    
                        


  Já a horta mandala economiza água, trabalha com a diversidade de plantas, aproveita melhor o espaço, usa apenas fertilizantes orgânicos e poupa o solo, além de ter uma estética bastante bonita e interessante.

A mistura de espécies tem um papel fundamental. Quanto maior a diversidade delas, maior o equilíbrio ambiental e menor o índice de pragas e a necessidade de intervenção.



Prá instalar  a mandala, primeiro fiz o desenho no papel e depois com ajuda de cordões, estacas e areia passei para o terreno. Faz-se o conteiro central e à partir deste, vamos marcando os outros.

 Após a marcação no terreno, começa-se o delineamento das unidades, que pode ser feita com garrafas pet, telhas, pedras, etc. Eu fiz o meu com toquinhos de eucalipto. 





Depois eu coloquei várias camadas de diversos materiais: embaixo, matéria orgânica fresca (folhas, restos de comida) prá ser decomposta com o passar do tempo, como um composto, mas só que já localizado no canteiro. Depois terra e esterco misturados , na proporção de 3:1 respectivamente e por último um mulch (cobertura morta) de aparas de grama.






Daí é só plantar, suar muito, ter muito amor, pedir aos deuses do clima clemência e saborear os frutos.





Por enquanto já plantei abóbora, milho, beringela, melancia, maxixe, almeirão, inhame, tomate, pimentão, pepino, coentro, alecrim, manjericão, hortelanzinho, erva cidreira, falso boldo, gengibre e algumas flores, que ninguém é de ferro.

Nos próximos capítulos dessa novela ecológica, mostrarei os frutos advindos dessa tarefa tão bendita, terapeutica, psico-física positiva e comestível desse primor que é a HORTA MANDALA.

Amém!


sexta-feira, 19 de março de 2010

Avatar e a saga da Floresta Amazônica




O cenário é extraordinário, a imaginação é infinita, os detalhes soberbos de tão perfeitos, mas a história...
é a velha fórmula do bem contra o mal, mas acho que o ser humano está  tão inserido na dicotomia dos opostos, que não pode fugir deles. Enfim...gostei muito da primeira hora do filme e depois achei entediante e jamais o colacaria na lista de melhor filme do ano.
Deixando as críticas de lado, hoje me deparei com a visão de Marina Silva sobre o filme Avatar e  a comparação com a floresta Amazônia. Achei interessante e resolvi divulgar parte do texto.






"Teve um momento, vendo Avatar, que me peguei levando a mão à frente para tocar a gota d´água sobre uma folha, tão linda e fresca. Do jeito que eu fazia quando andava pela floresta onde me criei, no Acre.

A guerreira na’vi bebendo água na folha como a gente bebia. No período seco, quando os igarapés quase desapareciam, o cipó de ambé nos fornecia água. Esse cipó é uma espécie de touceira que cai lá do alto das árvores, de quase 35 metros, e vai endurecendo conforme o tempo passa. Mas os talos mais novos, ainda macios, podem ser cortados com facilidade. Então, a gente botava uma lata embaixo, aparando as gotas, e quando voltava da coleta do látex, a lata estava cheia. Era uma água pura, cristalina, que meu pai chamava de água de cipó. E aprendíamos também que se nos perdêssemos na mata, era importante procurar cipó de ambé, para garantir a sobrevivência.

É incrível revisitar, misturada à grandiosidade tecnológica e plástica de Avatar, a nossa própria vida, também grandiosa na sua simplicidade. Sofrida e densa, cheia de riscos, mas insubstituível em beleza e força. Éramos muito pobres, mas não passávamos fome. A floresta nos alimentava. A água corria no igarapé. Castanha, abiu, bacuri, breu, o fruto da copaiba, pama, taperebá, jatobá, jutai, todas estavam ao alcance. As resinas serviam de remédio, a casca do jatobá para fazer chá contra anemia. Folha de sororoca servia pra assar peixe e também conservar o sal. Como ele derretia com a umidade, tinha que tirar do saco e embrulhar na folha bem grande, que geralmente nasce em região de várzea. Depois amarrava com imbira e deixava pendurado no alto do fumeiro para que o calor mantivesse o sal em boas condições. Aprendi também com meu pai e meu tio a identificar as folhas venenosas que podiam matar só de usá-las para fazer os cones com que bebíamos água na mata.



O filme foi um passeio interno por tudo isso. Chorei diversas vezes e um dos momentos mais fortes foi quando derrubam a grande árvore. Era a derrubada de um mundo, com tudo o que nele fazia sentido. E enquanto cai o mundo, cai também a confiança entre os diferentes, quando o personagem principal se confessa um agente infiltrado para descobrir as vulnerabilidades dos na’vi. E, em seguida, a grande beleza da cena em que, para ser novamente aceito no grupo, tem a coragem de fazer algo fora do comum, montando o pássaro que só o ancestral da tribo tinha montado, num ato simbólico de assunção plena de sua nova identidade.


Impossível não fazer as conexões entre o mundo de Pandora, em Avatar, e nossa história no Acre. Principalmente quando, a partir da década de 70 do século passado, transformaram extensas áreas da Amazônia em fazendas, expulsando pessoas e comunidades, queimando casas, matando índios e seringueiros. A arrasadora chegada do “progresso” ao Acre seguiu, de certa forma, a mesma narrativa do filme. Nossa história, nossa forma de vida, nosso conhecimento, nossas lendas e mitos, nada disso tinha valor para quem chegava disposto a derrubar a mata, concentrar a propriedade da terra, cercar, plantar capim e criar boi. Para eles era “lógico” tirar do caminho quem ousava se contrapor. Os empates, a resistência, a luta quase kamikaze para defender a floresta, usando os próprios corpos como escudos, revi internamente tudo isso enquanto assistia Avatar.


Pode-se até ver no filme um fio condutor banal, uma história de Romeu e Julieta intergalática. Não creio que isso seja o mais importante. Se os argumentos não são tão densos, a densidade é complementada pela imagem poderosa e envolvente, pelo lúdico e a simplicidade da fala. Se houvesse uma saturação de fala, de conteúdos, creio que perderia muito. A força está em, de certa maneira, nos levar a sermos avatares também e a tomar partido, não só ao estilo do Bem contra o Mal, mas em favor da beleza, da inventividade, da sobrevivência de lógicas de vida que saiam da corrente hegemônica e proclamem valores para além do cálculo material que justifica e considera normais a escravidão e a destruição dos semelhantes e da natureza."


Para ver o texto completo : http://www.minhamarina.org.br/blog/2010/03/avatar-e-a-sindrome-do-invasor/

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

NÃO COMEMORE O NATAL.

Peço que por uns segundos você esqueça o Shopping Iguatemi, o panetone (epa!), a árvore enfeitada, a mesa farta, o abraço protocolar dos parentes e me responda: o que se comemora mesmo no dia 25 de Dezembro?





Se não me engano é a data presumível do nascimento de uma criança paupérrima, cuja trajetória neste mundo pode ser resumida em uma frase que a tal criança, uma vez adulta, vivia repetindo: “ama o teu próximo como a ti mesmo”.

Se essa frase tivesse sido levada a sério, ao longo desses dois mil e nove anos poderíamos ter evitado um mar de sofrimento e clamor que marcou e tem marcado a presença humana no planeta: cruzadas assassinas, grandes guerras mundiais, escravidão de negros africanos, racismo de todas as formas, fome, miséria e aquecimento global.






Se a humanidade ocidental-cristã tivesse realmente aquela criança na conta de um deus, certamente que nem precisaria escrever leis absurdas, impor regras e limites de convivência, erguer “cercas embandeiradas que separam quintais” e outras complicações que estarrecem e empobrecem a vida.Bastaria ter o Sermão da Montanha como fonte de inspiração e orientador de condutas.

Mas a verdade é nunca demos a menor bola para o que o nosso aniversariante fez ou propôs.Montamos uma forma de viver, por essa banda do mundo, que corresponde exatamente ao contrário das suas melhores ideias.Construímos templos suntuosos para abrigar as correntes religiosas que fundamos e temos fundado, em nome de uma certa fé nesse homem que achamos ser Deus.Acontece que ele nunca pediu nada disso e até repudiava os que transformavam casas de oração em casas da moeda.





Inventamos e sustentamos milhares de padres e pastores que se arrogam professadores e exegetas da mensagem do “cara” e o fazem... da boca pra fora!

Por esses últimos dias, tivemos notícia de morte e desespero pelas chuvas de São Paulo, cenas explícitas de corrupção por bandidos de Brasília e do fracasso de Copenhague, cujos líderes, na sua maioria auto-intitulados “cristãos”, resolveram apressar, por simples egoísmo, a morte do planeta.





Por isso, se você se encaixa em alguma das categorias acima descritas, por favor, seja coerente e verdadeiro com você mesmo(a): no próximo dia 25, não comemore o natal.



Texto: Jorge Portugal
           Educador e poeta.

domingo, 8 de novembro de 2009

O Nosso Pão de Cada Dia

Ninguém sabe ainda se a gripe suína vai se tornar uma pandemia mundial, mas está ficando cada vez mais claro de onde ela veio: muito provavelmente de uma gigantesca fazenda industrial de criação de suínos mantida por uma corporação multinacional americana em Veracruz, México.



Essas fazendas industriais são repulsivas e perigosas e se multiplicam rapidamente. Milhares de porcos são brutalmente comprimidos para dentro de celeiros imundos e recebem um jato com um coquetel de drogas, pondo em risco sanitário mais do que simplesmente nossa alimentação. Esses animais e suas lagoas de estrume criam as condições ideais para gerar novos e perigosos vírus como o da gripe suína. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) precisam investigar e criar mecanismos de controle para essas fazendas a fim de proteger a saúde do mundo.




Por dentro das fazendas industriais




A União Européia já reconhece as provas científicas de que animais de produção são capazes de sentir emoções, desde prazer até sofrimento.



Ainda assim, fazendeiros industriais continuam a aprisionar ou acorrentar milhões de animais em péssimas condições, tratando-os como máquinas de linha de produção.






Os fazendeiros orgânicos criam seus animais de acordo com as “cinco liberdades”, uma lista, com base científica, de princípios para animais. Ela foi estabelecida pelo Conselho para o Bem-Estar dos Animais de Produção do Reino Unido (UK Farm Animal Welfare Council), segundo a qual os animais devem estar:



1. Livres de fome e sede

2. Livres de desconforto

3. Livres de dor, ferimentos e doenças

4. Livres para expressar seu comportamento natural

5. Livres de medo e angústia



Os animais nas fazendas industriais não estão em conformidade com nenhum desses itens. Seu sofrimento incessante é ingrediente de toda carne e laticínios produzidos nas fazendas industriais.





Como as fazendas industriais produzem ovos?

Produção intensiva de ovos, na Colômbia

Três quartos de todas as galinhas poedeiras são confinados em gaiolas, junto com até outras 90.000 aves. Uma galinha de fazenda industrial pode ser uma das dez aves confinadas em uma gaiola mínima. Ela nunca poderá abrir suas asas. Nunca ficará ao ar livre, ou andará ou bicará o solo. A galinha não poderá pôr seus ovos em um ninho.




Um terço de seu bico é cortado para que não bique as outras galinhas amontoadas à sua volta. A falta de movimento tornará seus ossos frágeis e quebradiços.



E quanto ao bacon?

Uma porca criada em uma fazenda industrial é contida durante toda sua vida. Aprisionada em um compartimento ínfimo, não consegue nem se movimentar. Algumas vezes, pode também estar presa por uma corrente curta.



Seus ossos ficam fracos e seus músculos, desgastados. E ela ainda sofre com ferimentos e cortes dolorosos, além de problemas cardíacos. A má qualidade do ar provoca infecções pulmonares e outros problemas respiratórios.



Em muitos países, os porcos de engorda são criados em ambientes internos, em baias superlotadas, imundas, com piso de concreto ou de tábuas, geralmente com pouca luz natural. Seus excrementos são lançados ao ambiente, causando poluição do ar e das águas.







Impedidos de se comportarem naturalmente, os porcos terminam freqüentemente mordendo os rabos e mastigando as orelhas uns dos outros.






Para evitar esse problema, os fazendeiros então cortam seus dentes e rabos. Essas mutilações, geralmente feitas sem anestesia, provocam longo e doloroso sofrimento.

Vejam esses vídeos que com humor, mostram a realidade nua e crua de nosso sistema de alimentação:



Creio que já passou da hora da gente prestar atenção de onde vem a nossa comida e tentar achar uma alternativa à produção industrial. A produção orgânica já é uma realidade sustentável e produtiva, por enquanto mais cara, mas se fizermos todas as contas de remédios, médico e doenças que temos com a produção tradicional, veremos que não é bem assim. Se houver uma mudança em massa, esse custo naturalmente será mais barato.

Faça a sua parte!


          http://www.wspabrasil.org/

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Transformação Global

 É possível transformar o mundo usando as mesmas soluções defasadas?

É possível transformar o mundo sem antes transformar nós mesmos?

Como transformar o mundo se o vemos separado de nós mesmos?

Tudo que existe é Consciência - o espírito da Vida, e esta criou a diversidade. É possível respeitar essa diversidade e viver em paz?

Este vídeo nos convida a refletir sobre o estado do mundo e nós mesmos, e para ouvir mais de perto o que está sendo solicitado de nós neste momento de transformação global sem precedentes.



http://www.globalonenessproject.org/videos/whatwoulditlooklike/


Clica "choose a language"  para Português

domingo, 11 de janeiro de 2009

A bestialidade Humana


Terrorista é aquele que faz bomba molotov, ou seja, aquele que não compra bomba dos EUA. Afinal é preciso comprar uma bomba industrial que passou por rigidos padrões de qualidade, pois essas são seguras e com selo internacional de eficácia. Bomba molotov não é segura e não possui o selo do tio Sam.





Terroristas são ruins, militares não. Militares matam mas dentro da regra. Israel matou centenas e deixou mais de 3 mil feridos (mas tudo dentro da regra), Hamas matou 5 (mas como ato terrorista).


Israel hoje ocupa quase todo o território que antes era palestino, então os palestinos que contestam isso são terroristas pois não baixam a cabeça para as regras. Regras essas criadas por quem mesmo? Obs: Lembrando sempre que as regras são criações humanas que dependem da época, do grupo que as cria e do território em que são criadas, ou seja, são relativas. Porque então devemos aceitá-las ainda mais quando não representam o nosso interesse mas sim de um outro grupo que detém o poder?



Será que o Hamas é tudo isso que estão dizendo mesmo? Ou será que o que dizem é a visão de quem detém o poder, ou seja, daqueles que não querem abrir mão de seu poder e para isso deixam um grupo de resistencia (que é o Hamas) em descrédito diante de todo o resto do grupo humano (nomeando-os de terroristas)?




Quem é terrorista? Não é terrorismo matar 600 pessoas e deixar 3 mil feridos? Não é terrorismo expremer um grupo cultural em um minusculo território e não permitir que ele se revolte? Hamas e Palestino bom então seria aquele que aceita tudo e se ajoelha diante das regras que não foram criadas por eles? Isso seria Hamas e Palestino bom? Convenhamos né.... Não tenho mais o que comentar. Só não vê quem não quer.... "não queremos a morte dos homens mas a abolição de posições e coisas."

Bakunin

Doze regras de redação da Grande Mídia Internacional quando a noticia é do Oriente




1) No Oriente Médio são sempre os árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represália.

2) Os árabes, palestinos ou libaneses não tem o direito de matar civis. Isso se chama "terrorismo".

3) Israel tem o direito de matar civis. Isso se chama "legitima defesa".

4) Quando Israel mata civis em massa, as potencias ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama "Reação da Comunidade Internacional".



5) Os palestinos e os libaneses não tem o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isto se chama "Sequestro de pessoas indefesas."

6) Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinos e libaneses desejar. Atualmente são mais de 10 mil, 300 dos quais são crianças e mil são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinos. Isto se chama "Prisão de terroristas".

7) Quando se menciona a palavra "Hezbollah", é obrigatória a mesma frase conter a expressão "apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã".

8) Quando se menciona "Israel", é proibida qualquer menção à expressão "apoiada e financiada pelos EUA". Isto pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.

9) Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões "Territórios ocupados", "Resoluções da ONU", "Violações dos Direitos Humanos" ou "Convenção de Genebra".

10) Tanto os palestinos quanto os libaneses são sempre "covardes", que se escondem entre a população civil, que "não os quer". Se eles dormem em suas casas, com suas famílias, a isso se dá o nome de "Covardia". Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso se chama Ação Cirúrgica de Alta Precisão".

11) Os israelenses falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama "Neutralidade jornalística".

12) Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são "Terroristas anti-semitas de Alta Periculosidade".

(Texto francês anônimo, enviado por leitor ao Blog da Carta Maior) Retirado do boletim do NPC (Núcleo Piratininga de Comunicação)--

"Não digas onde acaba o dia.Onde começa a noite.

Não fales palavras vãs.As palavras do mundo.

Não digas onde começa a Terra,Onde termina o céu.

Não digas até onde és tu.Não digas desde onde és Deus.

Não fales palavras vãs.Desfaze-te da vaidade triste de falar.

Pensa,completamente silencioso,

Até a glória de ficar silencioso,Sem pensar."

(Cecília Meireles)

sábado, 4 de outubro de 2008

Marina Silva

Eu assisti uma entrevista com Marina Silva, senadora e ex ministra do Meio Ambiente que me impressionou muito com a fibra, a ética e a simplicidade encantadora. Eu estava em frente de uma mulher de verdade, coisa rara de se ver em televisão. Geralmente só vemos moda, maquiagem do momento, culto a celebridades sem conteúdo algum e no máximo, receitas culinárias. Mas essa não, ela tinha tutano, tinha graça e sobretudo era transparente, no que acredita e professa.



Foi por acreditar em seus princípios que saiu do ministério, por não aguentar a pressão do próprio governo, do Agronegócio e suas hipocrisias descabidas.

Além de tudo isso, é artesã! faz colares com sementes e materiais da floresta maravilhosos, como esse aí da foto.

Segue um pouco da sua história e uma entrevista dada a Yasmin Trejos do blog "Aquavitae".

Marina Silva já foi seringueira, professora do ensino fundamental, senadora e ministra do Meio Ambiente. Hoje, é considerada uma das mulheres mais influentes do mundo por seu compromisso ambiental.


À primeira vista trata-se de uma Pessoa de aparência simples e tímida, mas quando fala se transforma em uma potente voz com peculiaridade não para metralhar e ofender, e sim ensinar e convencer.

Quando pequena, trabalhava com a extração da borracha; em sua casa, lhe contavam muitas histórias e lhe ensinaram a somar; mas foi aos 16 anos que entrou na escola. Utilizando o que havia aprendido, não só com os números, mas também com as letras, tornou-se professora e, em seguida, ativista ao lado Chico Mendes e Leonardo Boff. A vida a levou ao Senado e a ser Ministra do Meio Ambiente do Brasil.


Y- Quais seriam os principais desafios para América Latina na questão ambiental?
M- Primeiro, de continuar buscando um caminho próprio, pois no nosso desafio está posta uma equação que é única: não há como separar meio ambiente de desenvolvimento e vice versa. Pois ainda não atendemos as necessidades básicas e fundamentais do nosso povo. Os países que já atenderam estas necessidades podem estabilizar suas economias, não é o nosso caso. Fazer isso seria condenar milhões de pessoas a viver em pobreza. Temos que buscar uma nova forma de caminhar que possibilite crescer, gerar empregos, inclusão social, sem repetir os mesmos erros gerados em outras regiões do mundo. Ou seja: para eles é “descarbonizar” suas economias, para nós, é não carbonizar a nossa. E para isso só existe um caminho: o desenvolvimento sustentável.





Y- Quais seriam os principais atores desta mudança?
M- São agentes diversificados. Os governos têm um momento em que ocupam a posição de arco que impulsiona a flecha, mas em outros momentos, eles ocupam a posição de flecha impulsionada pelo arco da sociedade. Acho que estamos vivendo um momento em que a sociedade se colocou na posição de arco, querendo uma resposta, tencionando os governos para que induzam processos de gestão dos recursos naturais, que não comprometam estes recursos para as futuras gerações, até porque uma parte deles já está comprometida para as gerações presentes. E este movimento de arco também começa a influenciar a vida das empresas, que começam a pautar determinados assuntos e questões, pois percebem que seus usuários/clientes querem ser parceiros na viabilização de valores, não querem comprar coisas, querem adquirir valores. Ninguém quer levar uma mesa para casa que tem trabalho escravo, injustiça social e ambiental. Você pode levar uma mesa e sentar-se em volta dela e imaginar: esta mesa ajudou as pessoas a melhorarem suas vidas, ajudou a melhorar as florestas, a proteger a biodiversidade. Este é o recado para as empresas: mudem não apenas a maneira de fazer, mudem a maneira de ser. Quando nós mudarmos a nossa forma de ser, teremos um novo fazer. Isso é valido para políticos, ciência e todos nós.
Y- O que você acha que o Brasil pode fazer para ajudar na mudança em relação à água na AL? Como o Brasil pode se tornar um líder para AL neste sentido?
M- O Brasil pode manter esse exercício de liderar pelo exemplo e pela liderança fraterna. Transferir os conhecimentos que temos, nossas experiências. Buscar o apoio junto aos países desenvolvidos para que através de nós possamos repassar esta experiência para países em desenvolvimento. E não entrar na lógica de levarmos as coisas prontas para nossos parceiros, pois eles tem de se tornar auto-suficientes, toda e qualquer ajuda na agricultura, na gestão das águas, das florestas, da biodiversidade, dos conflitos sociais que não possam ser endogenamente re-significadas por aquela cultura, por aquela sociedade, são artificiais. Isso foi o que levou a crise alimentar que vivemos hoje: toda ajuda dada para a África sobretudo, foram ajudas artificiais dos europeus para os africanos. Não foi um processo com os africanos. Nós temos de deixar de fazer as coisas para as pessoas e fazermos com as pessoas. Acho que o Brasil precisa liderar pelo exemplo, inclusive nesta nova atitude.
Y- Você se julga uma mulher de fé. Qual a relação entre espiritualidade e água?
M- Uma das relações mais radicais entre espiritualidade e água está na Bíblia: “no princípio o Espírito de Deus pairava por sobre a água…” Deus disse: “Faça-se a luz, faça-se as plantas, os animais, faça o homem”… mas Ele não disse: “Faça-se a água”. Logo, se existe uma coisa que não temos como fazer é a água, pois ela já estava feita. RISOS

Y- A Revista Times disse que você é uma das 100 mulheres mais influentes do milênio. O que acha disso?
M- Acho que são escolhas simbólicas. Recentemente, foi escolhida uma lista com cinqüenta pessoas, dentre elas científicos, políticos, pessoas do mundo das artes etc. Isto para mostrar que elas representam determinados segmentos da sociedade. Eu sempre digo que o representante não substitui o representado. Assim, me sinto honrada de fazer parte deste grupo, mas sempre com a consciência e o sentido de que sou representante de algo e não que substituo aquilo que estou representando.

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